mai 15

Motivação é que não pode faltar

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Postado por: Reynaldo Salgado - 15/05/2012

Foto: Motivação é que não pode faltar


O jogo contra o Goiás, no Morumbi, deve ser encarado como a decisão da vaga na Copa do Brasil para o São Paulo. Vamos ter que vencer, e bem, para evitar surpresas no jogo de volta, no Serra Dourada. Como já afirmei em comentário anterior, a vitória e a classificação contra a Ponte Preta deram novo ânimo ao time. Não valia nada ainda, em termos de título, mas aquela comemoração dos jogadores (foto) foi marcante e importantíssima para aumentar o moral do time.

Os atletas demonstraram união, solidariedade, enfim, comemoraram como se estivessem exorcizando o azar que tem rondado o Morumbi. A mesma determinação vai ter que ser colocada em campo diante do Goiás. E se isso acontecer, não tenho dúvidas, o time torna-se imbatível em casa, como nos bons tempos da fartura de títulos.

Jadson está reencontrando seu bom futebol, Luis Fabiano começa a ter uma sequência de jogos e o zagueiro Paulo Miranda, com toda certeza (disso não tenho dúvidas) vai ter o apoio dos companheiros e também da arquibancada. Quanto ao Lucas, que ele jogue de novo como naquela partida da fase de classificação do Campeonato Paulista, quando vencemos por 3 a 2 e o nosso craque ofuscou Neymar (é só ver as manchetes da mídia esportiva no dia seguinte). E que o goleirão Denis, feche o gol como nas partidas contra a Ponte e não volte a falhar tão cedo num jogo decisivo.

É preciso levar em conta outro detalhe: o Campeonato Brasileiro, que vai começar no final da semana. Se o Tricolor vencer bem o Goiás, vai ganhar ainda mais motivação para o Brasileirão. A estreia será domingo às 16 horas, no Engenhão, contra o Botafogo. Só para relembrar: em 2011, também começamos o campeonato jogando no Rio de Janeiro. Lembram quem foi o adversário: o campeão de 2010, o Fluminense, já sem Muricy Ramalho no comando. E o placar: São Paulo 2 x 0 Fluminense.

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mai 11

Ufa! Foi no sufoco, mas conseguimos

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Postado por: Reynaldo Salgado - 11/05/2012


Foi dramático, mas conseguimos chegar lá. No sufoco, principalmente no segundo tempo, mas quando o árbitro encerrou o jogo, após cinco minutos de acréscimo, a torcida explodiu no Morumbi: São Paulo 3 x Ponte 1.

O resultado apaga a crise que já vinha se aproximando novamente. O bom foi ver o time comemorando a vitória como se tivesse sido vencido um campeonato. Daqui para a frente tem que ser assim para que o time possa se manter focado na Copa do Brasil. É preciso salvar o semestre e, felizmente, a oportunidade surgiu e precisa ser agarrada.

Vamos encarar o Goiás no Morumbi e depois decidir lá, em Goiânia, no Serra Dourada. Será complicado e por isso é essencial vencer, e bem, o jogo em casa, para não corrermos riscos na volta. Com o elenco em paz, acho que dá para avançar. Mas é preciso demonstrar raça e alegria, como na partida diante da Ponte. Alguns ajustes ainda são necessários, mas talvez o técnico Leão consiga montar finalmente uma equipe ideal para seguir na disputa até a grande final.

FICHA TÉCNICA

SÃO PAULO 3 x 1 PONTE PRETA

SÃO PAULO - Denis; Douglas, Rhodolfo, Edson Silva e Cortez (João Filipe); Denilson, Casemiro (Maicon) e Cícero; Lucas, Fernandinho (Jadson) e Luis Fabiano. Técnico: Emerson Leão.

PONTE PRETA - Bruno Fuso (Lauro); Guilherme (Rodrigo Pimpão), Willian Magrão, Ferron e Uendel; João Paulo (Xaves), Somália, Cicinho, Caio e Renato Cajá; Roger. Técnico: Gilson Kleina.

GOLS - Somália, aos 12, Casemiro, aos 38, e Lucas, aos 40 minutos do primeiro tempo; Luis Fabiano, aos 21 minutos do segundo tempo.

CARTÕES AMARELOS - Cortez, Cícero e Lucas (São Paulo); Bruno Fuso, Renato Cajá, Somália, Ferron, Roger e Xaves (Ponte Preta)

ÁRBITRO - Marcelo Aparecido de Souza (SP).

RENDA - R$ 674.779,00.

PÚBLICO - 26.133 pagantes (26.438 no total).

LOCAL - Estádio do Morumbi, em São Paulo (SP).

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mai 06

Hora de acordar

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Postado por: Reynaldo Salgado - 06/05/2012


Manter a discussão envolvendo o afastamento do zagueiro Paulo Miranda do jogo contra a Ponte Preta não adianta mais nada. O técnico Leão e o presidente Juvenal Juvêncio tornaram pública uma questão interna, que poderia ter sido contornada para não atrapalhar os planos do clube na Copa do Brasil, a única disputa que nos restou neste primeiro semestre.

O São Paulo perdeu o jogo de ida e agora tem a obrigação de fazer dois gols de diferença no jogo do Morumbi. É hora do time acordar, depois de duas derrotas consecutivas em jogos que eram tidos como importantíssimos para a reabilitação do Tricolor no cenário esportivo.Está na hora dos jogadores fazerem sua parte dentro do campo (ainda bem que o jogo é em casa) para evitar a propagação de uma crise às vésperas do início do Campeonato Brasileiro, nossa principal competição no segundo semestre.

O momento é mais do que oportuno para Lucas e Luis Fabiano desencantarem novamente e comandarem o time na partida da próxima quinta-feira. E a torcida, que deu um belo exemplo de amor ao clube na semifinal paulista contra o Santos, vai ter que fazer sua parte também, comparecendo em massa mais uma vez ao Estádio Cícero Pompeu de Toledo. Temos uma das maiores torcidas no Brasil, especialmente no Norte e Nordeste, onde a equipe ajuda a lotar os estádios. E também estamos bem financeiramente, com uma receita digna de dar inveja aos demais grandes do País, exceto o Corinthians, o único a ganhar mais dinheiro que o São Paulo no ano passado.E olha que ficamos fora da Libertadores, além de perdermos o Paulistão e a Copa do Brasil.

Precisamos de títulos é lógico, mas é preciso reconhecer que mesmo com o jejum prolongado, continuamos no topo do futebol brasileiro. Uma situação que acabou alimentando a inveja dos maiores rivais e que faz todos os times se empenharem como nunca quando encaram o São Paulo.Não foi à toa que Papai Joel encheu a boca para enaltecer a vitória de virada do seu então time, o Bahia, no Brasileirão do ano passado, no Estádio do Pituaçu. Joel Santana fez questão de dizer para a torcida e para a crônica esportiva, que seu time tinha acabado de vencer um tricampeão mundial e também detentor de muitos títulos brasileiros. "Não era um adversário qualquer", disse ele no meio dos microfones, exigindo que o torcedor baiano aplaudisse o seu tricolor (na época), o da Bahia.

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mai 03

Ficou mais difícil

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Postado por: Reynaldo Salgado - 03/05/2012


O ataque deixou novamente a desejar em Campinas. Luis Fabiano, que falou muito na semana passada (antes do jogo ser adiado), voltou ao time e também decepcionou. Denis se reabilitou da falha no jogo contra o Santos e evitou que a Ponte Preta ganhasse por um placar superior a 1 a 0, fato que deixaria o time numa situação bem mais complicada e difícil na Copa do Brasil.

Agora o jogo vai ser no Morumbi e vamos ter a obrigação de vencer bem. Se a Ponte fizer um ou mais gols, teremos que ganhar por dois de diferença. Não será fácil a missão do time, mesmo em casa.

Para mim, o técnico Leão, que vinha sendo impecável na sequência de vitórias dentro do Paulistão e na própria Copa do Brasil, voltou a mostrar que continua indeciso, mexendo no time a todo momento e complicando o modo de jogar do elenco. Alterações têm sido frequentes e não têm apresentado resultados práticos. Se continuar assim, ele não conseguirá acabar com o jejum de títulos. E, certamente, correrá sério risco de afastamento, antes do começo do Campeonato Brasileiro, que está aí.

Antes de qualquer declaração, como a infeliz brincadeira de Luis Fabiano, que afirmou que iria ter que bater na mãe (uma alusão à Ponte, que o revelou para o futebol) mais uma vez, os jogadores precisam se conscientizar que o momento é mais do que adequado para o silêncio. Falar menos e jogar mais bola é a forma mais adequada de se buscar um título. E se o jejum continuar, o trauma vai aumentar e vamos correr o risco de terminar outra temporada sem nenhum título. O que seria lamentável.

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abr 29

Goleiro não pode falhar...na hora decisiva

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Postado por: Reynaldo Salgado - 29/04/2012


"Eu vou lhe avisar/ Goleiro não pode falhar/ Não pode ficar com fome/ Na hora de jogar/ Senão, um frango aqui, um frango ali, Um frango acolá"

A música do goleiro Jorge Ben ficou na minha cabeça e na de muitos torcedores nos últimos dias. Júlio César (Corinthians) e Deola (Palmeiras) foram os primeiros. Hoje foi a vez de Denis. Senti na pele o drama de corintianos e palmeirenses.

Não vou ficar aqui analisando as falhas dos outros, mas apenas aquela que foi cometida por Denis no clássico San-São. Não é de hoje que eu insisto em meus comentários que não sinto total confiança no substituto (temporário) de Rogério Ceni.

Denis tem oscilado muito, suas atuações são recheadas de altos e baixos. Infelizmente, o terceiro gol do Santos, consequência de uma falha lamentável do goleiro, acabou com as esperanças de reação. Com 2 a 1 no placar, o jogo não estava decidido e era o São Paulo que estava próximo de levar a decisão da vaga na final do Paulistão para os pênaltis.

Sempre reconheci que os goleiros também merecem acumular méritos e não podem ser crucificados por uma falha. Mas, falhas em momentos decisivos ficam marcadas e não foram raras as vezes em que algumas arruinaram carreiras. Denis não poderia falhar como falhou porque ele é o titular no momento, não existe nenhuma sombra (Ceni continua em recuperação).

Quem ficou tanto tempo aguardando por uma oportunidade tinha a obrigação de não engolir um frango. Será que Denis se empenhava tanto nos treinos, justamente para não tomar um gol como o de Neymar? Com relação a Rogério Ceni, ninguém tem dúvidas de que treinar até ficar exausto sempre foi um dos seus maiores predicados.

Denis não é o único culpado, mas o resto do time também, especialmente no primeiro tempo, quando o ataque não evoluiu. Mas, para a torcida, quem teve que pagar a conta foi o goleiro, que não seguiu um velho conselho (a música do compositor Jorge Ben deve ter mais de 20 anos). Se quiser conhecer toda a letra acesse http://letras.terra.com.br/jorge-ben-jor/86123/

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