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mar 01

À vontade no Pacaembu

Campeonato Paulista

Postado por: Pedro Lopes - 01/03/2015

Foto: À vontade no Pacaembu


Robinho encontrou o caminho do gol no Pacaembu e recuperou a confiança em seu futebol. A belíssima atuação diante do Linense mostra que o camisa 7 santista, com a repercussão positiva da partida contra a Portuguesa, voltou a se sentir à vontade para arriscar mais em campo.

Mais solto neste domingo, ele não se limitou a ocupar apenas o lado esquerdo do gramado, setor em que foi muito bem contra a Portuguesa. Seu primeiro gol contra o Linense, resultado de uma finalização precisa, saiu pela direita, de onde também surgiu o passe que originou o terceiro gol santista.

Embora alguns apontem firula ou erros desnecessários em lances do atacante, observar que Robinho readquiriu a confiança para driblar e fazer jogadas de efeito é ótimo para o Santos – e também para o futebol brasileiro, constantemente criticado pelo baixo nível técnico.

Quem também merece ser exaltado é Lucas Lima, responsável por duas assistências neste domingo. Sobrecarregado nas primeiras partidas do Campeonato Paulista, ele é capaz de municiar os atacantes com maestria. Peça fundamental do elenco alvinegro.

Mesmo fora de ritmo – algo natural para um jogador que não atuava desde o início de dezembro –, o estreante Valencia conseguiu dar proteção aos zagueiros e mostrou um toque de bola superior ao de Alison.

No momento em que o Santos produzia muito e chegava ao ataque com extrema facilidade, uma desatenção do sistema defensivo proporcionou dois gols ao Linense. Serve como alerta para os próximos jogos, sobretudo contra o Palmeiras, que estará na Vila Belmiro no dia 11 deste mês.

Apesar dos dois gols sofridos, Vanderlei tem transmitido muita segurança à comissão técnica e aos torcedores. Além das boas defesas, sua reposição de bola merece elogios.

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fev 27

Dança das cadeiras no ataque santista

Opinião

Postado por: Pedro Lopes - 27/02/2015

Foto: Dança das cadeiras no ataque santista


Durante participação no programa Bate Bola, da ESPN Brasil, nesta sexta-feira, Enderson Moreira declarou que o Santos "precisa contratar um centroavante", já que Gabriel "pode jogar como camisa nove, mas não é um" e ele só possui, assim, Ricardo Oliveira para a posição.

A declaração surge na mesma semana em que notícias dão conta de que o Santos procurou o Fluminense para realizar um troca entre Thiago Ribeiro, atacante que joga aberto, e Walter, centroavante fixo - mas sabidamente insatisfeito com a posição de reserva e, claro, constantemente fora de forma.

São três pontos nesta possível troca mais a declaração: o primeiro, positivo, é o Santos buscar solucionar o problema Thiago Ribeiro. Se é bom ou mau jogador é opinativo. O complicado é seu salário, só abaixo do de Robinho e fora dos padrões atuais do clube. Seu valor só seria justificado como titular, mas há espaço para ele quando Robinho e Geuvânio estão no time?

O segundo, nada positivo: por que Enderson não quer usar Gabriel? Se ele não quer escalá-lo como centroavante, o garoto briga por posição com Robinho e Geuvânio – ou seja, será eternamente reserva, já que se tratam dos dois melhores jogadores do time até aqui em 2015? Enderson não consegue enxergar que ninguém no clube para fazer a função de atacante pelo meio sem perder a movimentação que o futebol atual exige?

Por fim: Walter é um bom nome? Se chegar, ficará na mesma situação em que está no Fluminense – reclamando que briga por posição com outros dois jogadores (lá, apenas Fred, que é titular absoluto, e aqui com Ricardo e Gabriel, um com nome feito no clube e outro maior esperança da base). Ele aceitaria ficar no banco? Não brigaria com o elenco? Com o próprio técnico? Ou Enderson bancaria Walter de titular, renegando espaço que o artilheiro do clube em 2014, Gabriel, conquistou por direito?

*Colaborou Felipe Noronha

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fev 26

Eterna busca

Dirigentes e Cartolas

Postado por: Pedro Lopes - 26/02/2015


Com a bola rolando no futebol brasileiro há quase um mês, o Santos continua à procura de um patrocinador master para 2015. Huawei e Viton 44, que se aproximaram da Vila Belmiro nos últimos meses, não fecharam negócio e frustraram os planos de uma diretoria que não cansa de repetir que o momento é de contenção de despesas.

Segundo a edição de hoje de A Tribuna, a bola da vez é a JBS, que engloba dezenas de marcas e atingiu um faturamento de R$ 116 bilhões de reais em 2014 – número que a fez ultrapassar a mineradora Vale como maior companhia privada do Brasil. Patrocinadora de diversos clubes brasileiros, a Caixa Econômica também conversa com a diretoria.

Modesto Roma pede R$ 18 milhões pelo espaço mais nobre da camisa santista, mas admite reduzir um pouco o valor. O presidente tem se desdobrado para atrair o interesse de empresas. Uma das hipóteses é vender costas e peito separadamente.

Para a JBS – envolvida com frequência em boatos sobre sua prosperidade na última década –, a pedida santista representa uma pequena fatia do orçamento do grupo com publicidade. No ano passado, os gastos da empresa com anúncios chegaram à casa dos R$ 800 milhões e incluíram o polêmico anúncio do cantor Roberto Carlos.

Será que chega ao fim o período de vacas magras?

**

BOLA DENTRO

O Santos acerta ao anunciar que não vai tentar a contratação de outro volante para suprir a ausência de Alison. Apesar do meio-campo ainda não ter se encaixado, Valencia e Lucas Otávio devem ser observados com calma pela comissão técnica. Leandrinho, acostumado a jogar mais adiantado no setor, empolga menos por já ter recebido muitas chances, mas segue como opção.

Outro jovem volante que merece atenção é Thiago Maia, que, mesmo sem estar inscrito para a fase inicial do Campeonato Paulista, chega ao profissional com ótimas recomendações de seus técnicos. Quem não se cansa de elogiar o garoto é Pepinho. Durante a Copinha, o treinador lamentou muito a convocação do pupilo para a Seleção Brasileira sub-20.

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fev 24

Comendo pelas beiradas

Opinião

Postado por: Pedro Lopes - 24/02/2015

Foto: Comendo pelas beiradas


Longe da badalação, o Santos se afasta da imagem negativa criada em torno da Vila Belmiro no início do ano e tenta arrumar sua equipe no Campeonato Paulista.

Sem alarde – como pede a tradição de sua terra natal –, o mineiro Enderson Moreira ainda enfrenta dificuldades para entrosar o time, mas chega à sétima rodada da competição sem sofrer derrotas e com uma defesa pouco vazada.

No último domingo, o treinador mostrou coerência ao cobrar publicamente que os jogadores não tirem o pé após a construção de um placar confortável. Ele sabe que o caminho é longo para que o Santos volte a se destacar no cenário nacional.

Sua saída do Grêmio após menos de sete meses em Porto Alegre o ensinou que o futebol brasileiro é um segmento marcado pela impaciência. Em uma profissão que envolve grandes cobranças, passar ileso por seis rodadas garante alguma sobrevida ao técnico.

Atuando pela ponta esquerda – não centralizado, como vinha sendo escalado nas rodadas iniciais –, Robinho gastou a bola contra a Portuguesa. Voltou a ser protagonista e ganhou crédito para as próximas partidas. Antes do clássico contra o Palmeiras, terá mais duas rodadas diante de equipes pequenas – Linense e Botafogo-SP – para confirmar que seu futebol continua envolvente.

Participativo e com boa visão de jogo, Lucas Otávio ofereceu um bom cartão de visitas no Pacaembu. Com a cirurgia de Alison, deve aparecer mais vezes entre os titulares. Mesmo com o rodízio prometido por Enderson, o garoto já deu indícios de que pode ocupar mais de uma função no meio-campo. Tem, portanto, a versatilidade que o técnico pediu em suas entrevistas.

RECOMEÇO EM MINAS

Após deixar o Santos pela porta de trás, Leandro Damião conseguiu dar um bico na má fase e iniciou sua passagem pelo Cruzeiro com o pé direito. Embora os adversários não ofereçam grande resistência, os números do centroavante em Minas Gerais são bons: seis jogos, quatro gols e quatro assistências.

Na estreia pela Libertadores, quarta-feira à noite, Damião tem seu primeiro grande desafio em 2014. Para se destacar, terá que vencer a altitude de 2.800 metros e sua ansiedade, fator que o atrapalhou muito na Vila Belmiro.

Sem tanta pressão e declarações de pobreza ou rancor, o camisa 9 celeste talvez recupere parte do prestígio que teve entre 2011 e 2012.

A diretoria do Santos seguramente tem acompanhado com atenção o desempenho de Damião no Cruzeiro. Apesar de ser difícil imaginar sua volta à Vila Belmiro, recuperar uma parte do dinheiro investido no atleta é um dos objetivos traçados pela gestão de Modesto Roma.

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fev 23

Robinho decide

Campeonato Paulista

Postado por: Pedro Lopes - 23/02/2015

Foto: Robinho decide


Decisivo, Robinho lançou mão de seu repertório completo na tarde de domingo no Pacaembu. Mostrou boa movimentação – algo que não vinha acontecendo neste início de temporada –, pedalou, balançou diante dos zagueiros – como fazia em seus primeiros anos de carreira –, finalizou com maestria e cruzou com precisão para Cicinho balançar as redes. Pôs fim ao tabu no Pacaembu e ao jejum de gols em 2015 em grande estilo.

Como acontece em todo início de temporada, há quem mostre ceticismo em relação a grandes atuações diante de rivais pouco qualificados nos campeonatos estaduais.

Não demorou para que lembrassem que a Portuguesa não paga salários há meses, que Robinho teve muito espaço no lance do primeiro gol – o cochilo da zaga realmente colaborou, mas a finalização foi perfeita – e que o camisa 7 não conseguiu repetir as jogadas de efeito no último Brasileirão.

Ceticismo à parte, a atuação fantástica foi importante para que Robinho mostrasse que segue motivado e ainda tem muito a oferecer ao Santos. Mais: serviu para que o atacante chegasse à marca de 105 gols em 238 jogos – média de 0,44 gol por partida – com a camisa alvinegra. Só não marcou mais gols que Neymar na era pós-Pelé. Um feito que desconfiança alguma pode apagar.

O show do camisa 7, entretanto, fez com que a equipe tirasse o pé do acelerador no segundo tempo. Embora o resultado fosse satisfatório, era a chance de embalar no Paulista e chamar a atenção do torcedor.

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