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jan 26

Os desafios de Robinho, a referência do Santos

Opinião

Postado por: Pedro Lopes - 26/01/2015

Foto: Os desafios de Robinho, a referência do Santos


Celebrado ontem, o aniversário de 31 anos de Robinho levou famosos e anônimos a infestarem as redes sociais com fotos e mensagens para o camisa 7 santista. O teor do conteúdo publicado pelos torcedores alvinegros é conhecido há mais de uma década: referências às pedaladas diante do Corinthians e frases que comprovam que o atacante desfruta de imenso prestígio na Vila Belmiro.

Tratado pelos rivais como jogador que embarcou para a Europa como sensação mundial e voltou do velho continente sem grande sucesso, Robinho, mesmo quando não atua bem, é pouco questionado pelos santistas. A razão é simples: ele tem crédito de sobra.

A idolatria pode ser explicada pelo fato de ele ter sido o principal representante de uma geração que reergueu o Santos e a autoestima de uma torcida que passou quase duas décadas cabisbaixa.

Em 2002, ganhou status de campeão, foi levantado nos braços dos torcedores, enrolou-se na bandeira do time. Seus gols e suas pedaladas fizeram do Corinthians um grande freguês – e ele sempre gostou de brincar com isso. Ainda no gramado do Morumbi, onde minutos antes havia sido decisivo para o fim do jejum de títulos, anunciou para o Brasil inteiro que os dias difíceis do clube haviam acabado: “A festa agora é toda nossa. Quem manda somos nós”.

Dito e feito. Em 2003, após uma ausência santista de 19 anos na Libertadores, Robinho protagonizou na Colômbia, diante do América de Cáli, um episódio digno de Pelé: brilhou em campo e, ao ser substituído, saiu aplaudido pela torcida rival.

Ao lado de Diego, Elano, Léo, Renato e outros, ele ofereceu aos meninos da fila – os santistas que têm entre 20 e poucos e 40 anos – momentos que só eram conhecidos por jornais e relatos dos mais velhos.

Além de ser um elo com o passado vitorioso, o experiente Robinho tem duas incumbências neste início de ano. A primeira delas é assumir o papel de tutor de jovens como Gabriel, Geuvânio, Caju e Alison – função que já desempenhou com Neymar em 2010. Elano, Renato e Ricardo Oliveira também serão importantes para passar tranquilidade aos garotos em um início de ano turbulento.

A segunda missão é estar fisicamente 100% para que possa ser a referência que Enderson Moreira e a torcida esperam. O Campeonato Brasileiro do ano passado mostrou que, tecnicamente, o camisa 7 ocupa um patamar acima da média do futebol nacional. Seu físico, entretanto, deixou a desejar.

O assédio de outros clubes entre dezembro e janeiro parece não ter animado muito o atacante. Em Santos, ele tem o futevôlei, os amigos, uma história de sucesso e apoio irrestrito.

Motivado e em condições físicas ideais, Robinho pode ser fundamental para tirar o Santos do aperto. Para ele, o caminho não é novo.

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jan 24

Primeiro teste

Pré-temporada

Postado por: Pedro Lopes - 24/01/2015

Foto: Primeiro teste


O Santos participou de seu primeiro teste na tarde deste sábado. Por ter enfrentado um adversário sem tanta tradição no futebol estadual - o Cotia disputa a Série A3 -, a equipe ainda não pôde ter um parâmetro do que terá pela frente no Campeonato Paulista.

Autor de um dos quatro gols contra o Cotia, Ricardo Oliveira tem recebido elogios da comissão técnica. Por enquanto, ele treina entre os reservas - Robinho vem sendo testado como centroavante.

A expectativa é que Ricardo Oliveira entre nas condições físicas ideais logo, já que Gabriel segue no Sul-Americano sub-20 até o próximo dia 7. Como centroavante, Robinho não tem o mesmo desempenho. O ideal é vê-lo atuando pelas beiradas.

Thiago Ribeiro, que também balançou as redes, mostrou que segue vivo na briga por uma vaga no ataque. Geuvânio, "renascido" após uma bela atuação contra o Atlético-MG no segundo turno do último Brasileiro, deve apimentar a disputa.

Para "agitar" a segunda etapa dos jogos, o recém-contratado Marquinhos Gabriel aparece como opção interessante - função que Rildo cumpriu bem em seus primeiros meses no Santos.

Enderson trabalha com a possibilidade de promover um rodízio no ataque em 2015. Segundo ele, Robinho e Ricardo Oliveira devem ser poupados em algumas partidas.

A disputa no setor ofensivo promete ser interessante.

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jan 23

Sem modéstia

Dirigentes e Cartolas

Postado por: Pedro Lopes - 23/01/2015

Foto: Sem modéstia


Modesto Roma deu início aos seus encontros quinzenais com a imprensa. Sorridente, ele tem repetido que quer se aproximar dos jornalistas para “construir uma gestão de verdades, não de mentiras”. A iniciativa contrasta com a cortina de fumaça criada por Odílio Rodrigues na gestão anterior.

O presidente mostrou firmeza e coerência na maioria das questões. Um de seus únicos deslizes foi a confiança desmedida no elenco santista. Após sacar um papel do bolso e anunciar os jogadores que estarão à disposição de Enderson Moreira neste início de 2015, cravou que é um “time para ser campeão”.

Embora o elenco tenha qualidade em alguns setores – o gol e a zaga são os pontos mais vulneráveis –, a declaração prematura pode criar expectativas na torcida em uma temporada que começa de forma turbulenta. É preciso ver como o elenco se encaixa em campo para arriscar até onde o Santos pode ir no Campeonato Paulista.

Em junho do ano passado, Paulo Nobre, presidente do Palmeiras, manifestou sua empolgação com uma goleada por 6 a 0 em um jogo-treino diante do Barueri. “Vai ser difícil ganhar da gente”, disse. A frase acompanhou o mandatário palmeirense até o fim do Campeonato Brasileiro e do sofrimento verde.

Até agora, Modesto acerta ao mostrar que tem os pés no chão nas negociações com jogadores. O discurso realista também pode ser colocado em prática até que o Santos confirme que tem time para ser campeão.

**

INCHAÇO

Segundo a ESPN Brasil, Enderson Moreira tem insistido muito na contratação de Walter. Sob o comando do treinador, o atacante teve ótimo desempenho no Goiás.

Que Walter é um jogador técnico - apesar do excesso de peso -, ninguém duvida. Sua finalização arranca aplausos por onde passa o atacante.

Mas, no momento, sobram motivos para que Modesto Roma não busque o acordo com Walter. Além do alto salário – R$ 230 mil –, o Santos já tem uma série de boas opções para o setor.

No Fluminense, o atacante não escondeu que ficar no banco de reservas não faz parte de suas pretensões. Quando não era utilizado, mostrava irritação e ameaçava deixar o clube.

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jan 22

Gustavo Henrique: uma incógnita

Opinião

Postado por: Pedro Lopes - 22/01/2015

Foto: Gustavo Henrique: uma incógnita


Enderson Moreira já começou a esboçar o time que vai a campo na estreia do Campeonato Paulista, no dia 1º de fevereiro. A partida contra o Ituano deve marcar a volta de Gustavo Henrique aos gramados. No primeiro coletivo comandado pelo treinador na temporada, o jovem zagueiro dividiu o setor com David Braz.

É difícil prever como será o retorno de Gustavo Henrique. Responsável por afastá-lo do futebol por uma temporada, sua lesão – rompimento do ligamento cruzado anterior do joelho direito – requer uma série de cuidados durante o período de reabilitação. Estudos científicos mostram que, mesmo após a cirurgia, o joelho operado tem menor potência nos movimentos, o que gera uma exigência maior sobre a articulação do quadril como compensação.

Para recuperar a potência, o jovem de 21 anos abdicou das férias para fortalecer a musculatura do joelho. Apesar dos sinais de comprometimento, não há garantias de que ele conseguirá reaver a confiança e a boa fase do segundo semestre de 2013, quando se destacou em meio ao chove-não-molha do Santos no Campeonato Brasileiro.

Com Gustavo Henrique cercado por dúvidas, o Santos tenta buscar alternativas para reforçar a defesa. Apesar das críticas que recebeu no Grêmio, Werley, pela bagagem que tem no futebol, espera brigar por uma vaga entre os titulares.

Os gols e algumas boas atuações no último Campeonato Brasileiro permitiram que David Braz conseguisse dar a volta por cima. A recuperação em 2014 o credencia como nome forte na briga pela titularidade.

Jubal e Paulo Ricardo foram vitoriosos na base, mas ainda não têm rodagem no profissional e, portanto, não passam muita confiança.

Enderson e Modesto sabem que precisam de mais opções para a construção de uma defesa sólida neste início de 2015. Até agora, são muitas as incógnitas no setor.

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jan 21

Ele vai invadir sua praia

Bastidores da Vila

Postado por: Pedro Lopes - 21/01/2015

Foto: Ele vai invadir sua praia


Interessada em estampar sua marca na camisa do Santos por R$ 18 milhões, a Viton 44 tem feito investimentos maciços no futebol carioca. Após patrocinar o Botafogo por quatro anos, a fabricante de guaraná assinou com Flamengo e Fluminense. A intenção de Neville Proa (foto), dono da empresa, é clara: se firmar como bebida do verão e das praias.

Segundo a Folha de S. Paulo, o empresário deve encaminhar mais de R$ 30 milhões aos clubes cariocas. Consolidada no Rio de Janeiro e no Espírito Santo – são 30 milhões de copos de Guaravita vendidos mensalmente nos dois estados –, a Viton 44 agora quer crescer em terras paulistas. Santos, cidade praiana e com um time de futebol forte, é uma boa porta de entrada.

A estratégia de marketing de Proa não tem grandes segredos: “O que vale para mim é a exposição da marca. Quanto mais aparecer na TV e nos jornais, melhor".

Com o afastamento dos chineses da Huawei, o empresário pode ser o mecenas que o Peixe tanto espera. O único empecilho para que a acordo com a Viton 44 seja feito é o repasse de R$ 1 milhão para a pessoa que faz a intermediação.

Entre 2013 e 2014, o Santos não avançou em negociações com empresas por insistir que poderia arrecadar valores maiores. Os resultados foram catastróficos para as contas do clube.

Modesto Roma sabe que a situação financeira não permite muitas exigências. Mesmo com a comissão, a chegada de R$ 17 milhões aos esvaziados cofres santistas seria comemorada como um gol.

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DIA DO FICO

A permanência de Lucas Lima representa um grande alívio para Enderson Moreira. Peça-chave no esquema tático do treinador, o meia é fundamental para a articulação de jogadas do Santos. Seria dificílimo encontrar um substituto à altura. Bola dentro da diretoria.

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PAGUE QUANDO PUDER

Walter Montillo, meia que teve passagem pelo Santos em 2013, esteve nos estúdios da ESPN Brasil para gravar o programa "Bola da Vez". Na rodada de entrevistas, confirmou que o clube lhe deve dois meses de salários - a ação já está na Justiça -, mas que não se sente à vontade pressionando a diretoria santista para que o depósito seja feito. "Não vou ficar enchendo o saco do meu procurador para que ele vá cobrar", disse. "Na hora certa, quando o Santos arrumar a casinha, vai sair o meu dinheiro".

Apesar de não ter números expressivos pelo Santos - foram 52 jogos e oito gols -, o argentino garante que guarda boas recordações do período em que jogou na Vila Belmiro. Ele surpreendeu os entrevistadores quando afirmou que as boas lembranças com a camisa do Peixe impossibilitam uma transferência para Corinthians, São Paulo ou Palmeiras no futuro. "Tem gente que me chama de louco, mas eu sou assim".

Montillo emplacou boa sequência pelo Santos no fim de 2013. Pouco depois, sua ida para o futebol chinês foi selada.

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NÚMEROS DE VALENCIA

O site Footstats mostra que Edwin Valencia, novo volante santista, não costuma subir muito ao ataque. No último Campeonato Brasileiro, foram 19 partidas, nenhum gol e somente uma finalização. O colombiano, entretanto, é bom passador, já que errou somente 4,1% das bolas passadas ao longo da competição.

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