mai 16

O porquê de não celebrar antes

Acontecendo

Postado por: Luiz Alca de Sant´Anna - 16/05/2012

Foto: O porquê de não celebrar antes


Num jantar oferecido, ao lado do orador Jorge Forbes e da anfitriã Alice Pontes, querida amiga.

Nesta semana celebrei meu aniversário, e mais uma vez, não aceitei que se comemorasse antes. Além de concordar plenamente com este texto hinduísta.

"Celebra a alegria de fazer anos pela plenitude e conta estes anos não pelo tempo, mas pelo espaço que fazes em teu coração. Nunca pelas amarguras e dores, mas pela explosão de ressurgimento que a nova idade traz. Não pelo número de troféus de tuas conquistas, mas pelo sabor inigualável de tuas buscas e inquietações. Não pelas chegadas, mas pelas partidas repletas de coragem. Não pelos frutos colhidos, mas pelo terreno preparado, pelas sementes lançadas. Não só pelo número dos que te amam, mas pela medida desse teu coração, capaz de amar a tantos. Não pelas desilusões comuns do caminho, mas pela esperança concentrada. Não pelo peso dos anos vividos, mas por aquilo que tens feito nesse maravilhoso tempo. Não apenas pelas comemorações, mas por essa luminosa celebração. Assim, nunca mintas a tua idade e não te escondas dos cumprimentos e abraços. O nosso aniversário é o melhor dia e o mais bonito momento."

Também respeito a ideia de que:

"O canto de parabéns é a música dos deuses.
A luz das velas é a iluminação da vida.
As palmas são o agradecimento e
O bolo é a doçura esperada."

Não esquecendo também de olhar bem as fisionomias da pessoas queridas, enquanto elas cantam para você. É a energia abençoada que dura o ano todo!

Aproveito para um amplo obrigado aos amigos e leitores, que de alguma forma me homenagearam, creio que muito mais do que eu merecia. Ou isso é falta modéstia?

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mai 15

ACAUSA Wine 2012

Acontecendo

Postado por: Luiz Alca de Sant´Anna - 15/05/2012

Foto: ACAUSA Wine 2012


Mais uma edição da noite de degustação de vinhos aqui na nossa Santos, data garantida na agenda da cidade. E muito a se comemorar, devido a colaboração de todos que participaram, porque além de toda parte profissional para as empresas presentes está a benemerência, razão maior deste movimento.

Na foto, de Vagner Bartié: Marcelo Gil Figueira, Cristina e Gugu Barbosa, os realizadores, e a querida Teresinha Marques Candia Barbosa.

Prazer em ajudar, unindo a sociedade em especial convívio para o bem!

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mai 15

Terapia breve

Mudando de Conversa

Postado por: Luiz Alca de Sant´Anna - 15/05/2012


Ao publicar um artigo no jornal “New York Times” e depois dar várias entrevistas sobre sua posição dentro da psicanálise, uma delas reproduzida pelo Estadão, o psicoterapeuta americano Jonathan Alpert causou um choque e provocou tumulto entre a classe.

Ele questiona a eficácia e tratamentos longos, de alguém permanecer na análise por anos e anos, defendendo a idéia de o paciente, na maioria, precisar só de um tempo determinado, poucas semanas ou meses para se resolver e que a terapia perde a eficácia inteiramente quando se torna um encontro na linha do “desabafo”.
Se baseia em alguns estudos, inclusive um de 2006 publicado no “Journal of Consulting and Clinical Psychology” que afirma que o resultado positivo cai de 88% para 62% após a 12ª sessão, o que também é defendido pelo que hoje se chama Psicoterapia Breve, que estabelece o número de sessões. Psicanalistas do mundo inteiro caíram de pau, embora uns poucos tenham concordado, assim como pessoas analisadas elogiaram sua coragem.


Esse é um assunto muito cuidadoso que precisa de uma avaliação criteriosa. Por um lado, ninguém se resolve do dia para a noite, o ser humano demanda tempo em trabalhar seus fantasmas, mas por outro lado, os questionamentos, em certo momento, pedem que as pessoas sejam senhoras de suas próprias carências.

Medir eficácias da psicoterapia, assim como se julga a qualidade de um produto é perigoso, mas traçar metas e monitorar progressos, vale, sim. Não se pode esquecer também que o imediatismo da sociedade utilitarista fez com que muitos procurassem mágicas, como foi o caso do DVD “O Segredo”, que encantou tantos através de ensinamentos primários que cheiram a auto-ajuda direto. Realmente, fica muito mais fácil, embora enganoso.

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mai 11

Sentido da finitude

Carreira

Postado por: Luiz Alca de Sant´Anna - 11/05/2012


Texto publicado no jornal A Tribuna, terça que passou.

Vale a leitura, apesar do tema muitas vezes amedrontar, é o belo da clareza de que temos nosso tempo para usufruir do magnífico da vida...na busca da sabedoria.


Falar em finitude para a maioria das pessoas ainda é ensaiar sobre a morte, o que lhes parece intolerável no mínimo, chegando aos limites do mórbido e mesmo do necrófilo. É pena, porque nada tem a ver e acaba por afastar de um dos sentidos mais importantes desta nossa passagem.

Nos ensinamentos tibetanos, sempre sábios, aprende-se que a imagem da finitude representa um dos mais belos entendimentos do viver, aquele viver sem enganos e que enxerga as ilusões no que elas realmente são: nebulosidades para serem clareadas, cortinas de fumaça a se eliminar. Aliás, confundem-se ilusões com sonhos; estes devem ser preservados sim, até o último dia de nossa vida, aquelas devem ser eliminadas. A isso se pode dar o nome de maturação. É pueril e enganoso afirmar “não quero perder as minhas ilusões”.

O sentido da finitude é a consciência do transitório, a clareza de que temos um tempo hábil para usufruir, aprender, transmitir, captar e que esse movimento deve ser feito de forma harmônica ao Movimento Universal, sem tantos medos ou pavores diante do inevitável. Racionalmente todos nós sabemos que não somos eternos e nada é mais frase feita do que isso. E que nada adianta em termos de entendimento. Nada a ver com o sentido da finitude, uma força internalizada, a imagem do fim da estrada no meio do percurso, o que nos leva a um olhar mais curioso da paisagem à volta. O filósofo Sêneca nos premia com um magnífico apelo a isso: “Da Brevidade da Vida”, leitura obrigatória para todos os que se interessam pela verdadeira qualidade da existência.

A dificuldade maior ou menor, o pavor que as pessoas sentem diante do tema é que conscientizar-se da finitude, nos obriga a encarar o que fizemos até aqui com a nossa vida, não é verdade? O quanto nos preocupamos em tentar evoluir ou como perdemos tempo com superficialidades que nada acrescentam a não ser trazer aturdimento para não pensar e questionar. Eis porque refletir sobre isso é o horror máximo dos fúteis, que tentam afastar qualquer tipo de conversa ou chamado a esse respeito, classificando de “pesado” ou “negativo” e chegando à agressividade, arma de quem não tem argumentos para a discussão. Fogem também com aquela postura odiosa e distante do “não vamos discutir para não brigar”.

Até peço desculpas pela questão, mas como alguém pode se dizer religioso ou buscando um caminho espiritual, batendo no peito sua fé ou se afirmando místico e ter tanto pavor do assunto finitude? O que nada tem a ver com a tristeza e o brutal da perda, do desaparecimento físico que tanto nos devasta, é claro.

Evoluir espiritualmente é exercitar o desprendimento e nisso todas as ideologias filosófico-religiosas concordam. Logo, a consciência da finitude nada tem de mórbido, negativo, fatal. Apenas acrescenta inteligência – quiçá sabedoria – ao nosso viver.

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mai 10

Violência crescente

Acontecendo

Postado por: Luiz Alca de Sant´Anna - 10/05/2012

Foto: Violência crescente


Trazendo ainda maior pavor à população, a violência e os assaltos voltaram com tudo em São Paulo nos últimos meses como mostram as estatísticas de ponta só os homicídios aumentaram quase 15% no primeiro trimestre em relação à 2011, assim como os arrastões em prédios residenciais de classe média, já que os sagazes assaltantes os distinguem dos aparatos de segurança nos edifícios de luxo dos bairros classe A.
Os roubos de veículos então nem se fala. Os paulistanos vivem sob opressão.

Aqui em nossa Santos, outrora pacata, não é diferente. Muito cuidado na entrada da cidade: gangues de adolescentes estão assaltando direto nas filas de congestionamento e perto do semáforo defronte ao cemitério do Saboó. Nesta última semana, três pessoas amigas passaram pelo sufoco de assaltos com revólveres à cabeça ameaçando.

E os policiais são diretos: pouco se pode fazer, porque mesmo os garotos enviados à Febem são soltos um mês depois e continuam na criminalidade. Está ficando difícil viver, não?

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