jan 02

Férias

Carreira

Postado por: Luiz Alca de Sant´Anna - 02/01/2012


Neste mês de janeiro estou de férias...

um tempo para descanso,
para curtir os momentos,
recarregar as energias,

Das minhas aulas retorno em março, aproveitando então o descanso do Jornal A Tribuna, e de meu blog, para as férias de meu escritório, com retorno para 01 de fevereiro.

Desejando a todos que me acompanham, um ótimo ano, cheio de realizações, com muita saúde e amor, aproveitando 2012 para continuar o aprendizado, e que cada dia seja uma oportunidade para evoluir um pouco mais...esta é a busca.

Abraços!

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jan 01

Esperança

Carreira

Postado por: Luiz Alca de Sant´Anna - 01/01/2012


Neste momento inicial de 2012, transcrevo a crônica publicada em A Tribuna, neste domingo.


É de Mário Quintana, o notável poeta gaúcho, este texto chamado Esperança e que guardo com muito carinho, desde há muito, numa gaveta. Daquelas, cheias de papéis e recordações, que para os outros são quinquilharias e para nós, preciosas e doces lembranças. Achei-o, justamente, nesta semana, quando pensava no que faria como crônica de Ano Novo para os leitores da página.

“Lá bem no alto do décimo segundo andar do ano, vive uma louca chamada Esperança. E ela pensa que no momento em que todas as sirenas, todas as buzinas e todos os reco-recos tocarem, vai atirar-se em delicioso voo!” “Ela será encontrada miraculosamente incólume na calçada e o mais fantástico: outra vez criança. E em torno dela, indagará o povo curioso “como é seu nome meninazinha de olhos verdes?” E ela, iluminando o olhar de sentido, lhes dirá divagarinho, bem divagarinho, para que não esqueçam: o meu nome é ESPERANÇA”.

É lindo não? E me faz lembrar também de Santa Tereza de Ávila que dizia se “a imaginação, a louca da casa” e assim, “a fonte de tudo aquilo que não ousamos desejar quando a razão toma conta dos nossos pensamentos”.

Que neste novo tempo que se inicia em 2012, tanto a louca quanto a linda menininha de olhos verdes, habitem corações e mentes, sem qualquer medo, vergonha ou pudor. Que a imaginação, essa louca da casa, esteja livre para encher seus espaços mentais de sonhos, de liberação de ânsias, sem qualquer preocupação com desmedidas ou cautelas injustificáveis em nome da realidade. Sonhar, talvez seja a única coisa que não pode ser reprimida ou policiada por uma sociedade que insiste em determinar o que devemos ser.

Que em seus lindos vôos, nada se fracione, nada se quebre e que eles deixem vocês incólumes na individuação e na consciência de que a criatividade faz parte da nossa fé, em nós mesmos e no próximo. E que haja sempre e sempre, a firme certeza ainda que na projeção dos dias futuros, que coisas boas acontecerão, que pessoas à volta nos estenderão a mão e que somos capazes de olhar por nós com autoestima, autorespeito e autoconfiança, mesmo sabendo que em meio, ocorrerão dores e dificuldades, impedimentos e transtornos.

Eis porque a louca e a menininha se chamam Esperança, essa claridade que se faz por entre nuvens sombrias, o dourado que ganha destaque no fundo marrom. Em não havendo esperança, leitores e amigos, de pouco vale o viver, porque então nos faltará estímulo, vibração, um ar mais puro para se respirar. Viver no melhor sentido da palavra é ter esperança; senão é apenas existir.

São os votos da página e de seu autor a vocês, neste abrir as cortinas de 2012!

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dez 28

Economia global

Mudando de Conversa

Postado por: Luiz Alca de Sant´Anna - 28/12/2011


As afirmações definidas e sem rodeios dessa mulher firme que é Christine Lagarde, diretora-gerente do Fundo Monetário Internacional ao semanário francês “Journal de Dimanche”, nesta semana, eliminaram qualquer dúvida que algum economista ou pessoa lúcida possa ainda ter a respeito da crise na economia global, com efetivos resultados nos próximos anos.

Ela declarou, alto e bom som que a “situação econômica é muito perigosa” e que todas as nações precisam tomar cuidado com seus gastos e projeções, já que a medidas tomadas pela Alemanha e pela França pouco efeito tiveram na crise da União Européia. Ela mostrou com firmeza e sem que se possa contestar, o quanto o recuo do multilateralismo afetará também os países emergentes como o nosso, com a notória desaceleração do crescimento.

Eis porque mestres da economia no país, homens sérios como Eduardo Giannetti traçam um perfil cauteloso e até sombrio enquanto que o ufanismo parece dominar membros do governo para enganar o povo e alguns empresários, estes numa tentativa de dourar a pílula e não desestimular clientes e compradores. É muito importante que os brasileiros tenham consciência disso, do pequeno consumidor ao grande empresário. É hora de segurar as rédeas.

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dez 26

Auto de Natal

Acontecendo

Postado por: Luiz Alca de Sant´Anna - 26/12/2011

Foto: Auto de Natal


Repasso aqui a coluna de domingo no Jornal A Tribuna, 25 de dezembro...nessa busca contínua pelo bem, de cada um de nós, internamente, para depois ver refletido no mundo a nossa volta, poder ajudar e transmitir, encontrar e evoluir, com o máximo de leveza nessa correria dos dias atuais.


Auto de Natal

Que eu saiba fazer de mim mesmo, neste dia sagrado e sempre, alguém que seja útil para todo e que jamais atravanque o processo de desenvolvimento e evolução do planeta, compromisso que tenho com o Cosmos...

Que eu procure não ser a comprovação de descrença, medo e insegurança que as pessoas têm hoje no próximo, nesse afastamento sombrio e nesse terrível individualismo, agindo de forma, que ao cruzar comigo ou relacionar-se, tenha dúvidas e se possível, derrube esse conceito sombrio sobre o ser humano...

Que eu consiga, ainda que dominando com o máximo esforço, esse egoísmo monumental que nos acompanha e parece nos compor, não matar os anseios de quem estiver à volta e nem roubar a confiança que eles em mim, possam depositar e assim, me honrar com essa atitude...

Que eu tente, ao menos tente, não deitar pedra aonde o outro ainda terá que passar e não seja o obstáculo para que ele cumpra seus sagrados objetivos pessoais e profissionais...

Que eu não me satisfaça com as comparações e nem julgue ter alcançado um bom resultado sobre o fracasso do outro; não é o erro dele ou uma possível e humana incompetência que me fazem sobressair e sim, o meu próprio esforço e eficiência...

Por outro lado, que eu me desvie das competições, por mais que elas sejam exaltadas na Sociedade do Espetáculo e creia sim, na participação saudável e ampla de um olhar para a frente e não, sorrateiramente para os lados...

Que eu possa encontrar alegria, aquela alegria mais sincera que surge do fundo da alma e não faça parte do politicamente correto reinante hoje, ao ver alguém feliz, realizado, pleno, usufruindo de um merecido resultado...

Assim, eu viverei o bem estar que me rodeia, mesmo quando o fato positivo não está acontecendo comigo. Saber se envolver com bem estares à volta é quase uma benção...

Que eu capte, também, as benesses que tenho recebido do Grande Mistério e não me julgue apenas um merecedor, mas um agraciado e assim, me ilumine com o farol que brilha na minha direção...

Que eu aproveite tudo isso para me tornar um pouco mais generoso, desprendendo-me da mesquinhez e dos valores materiais para poder dividir, para ajudar a quem precisa, para encontrar satisfação em trabalhar para os menos aquinhoados, na crença férrea de que sou eu o ganhador...

E que, neste Natal e sempre, eu jamais me esqueça de agradecer ao Pai, aos Mestres Ascensos e à própria Vida em sua grandiosidade eterna, pelo tanto que tenho recebido, de uma pequena grande coisa à dádiva maior....

Agradecer é, talvez, a mais bela de todas as orações!

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dez 21

Tucanos revoltados

Mudando de Conversa

Postado por: Luiz Alca de Sant´Anna - 21/12/2011

Foto: Tucanos revoltados


O livro do jornalista Amaury Ribeiro Junior, “A Privataria Tucana”, onde ele faz acusações sérias a membros do PSDB e em especial a José Serra, revoltou os tucanos, de um modo geral. Se bem que Aécio Neves, mesmo sendo apontado como inspirador de algumas reportagens, afirma que a própria obra o redime, ao tentar procurar a verdade, mesmo de maneira não muito ética. Já, o presidenciável Serra definiu a obra como “um lixo” e uma verdadeira desonra para o jornalismo brasileiro, tal o número de invencionices. Em verdade, o trabalho de Amaury tem o seu valor como pesquisa e divulgação de fatos, que até são sobejamente conhecidos na política brasileira, mas nunca foram definidos tão claramente – ele também lança farpas sobre o PT, se bem que de forma amenizada, talvez como tentativa de parecer justo – embora peque por não apresentar uma prova sequer sobre as acusações mais graves.

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