Repasso aqui a coluna de domingo no Jornal A Tribuna, 25 de dezembro...nessa busca contínua pelo bem, de cada um de nós, internamente, para depois ver refletido no mundo a nossa volta, poder ajudar e transmitir, encontrar e evoluir, com o máximo de leveza nessa correria dos dias atuais.
Auto de Natal
Que eu saiba fazer de mim mesmo, neste dia sagrado e sempre, alguém que seja útil para todo e que jamais atravanque o processo de desenvolvimento e evolução do planeta, compromisso que tenho com o Cosmos...
Que eu procure não ser a comprovação de descrença, medo e insegurança que as pessoas têm hoje no próximo, nesse afastamento sombrio e nesse terrível individualismo, agindo de forma, que ao cruzar comigo ou relacionar-se, tenha dúvidas e se possível, derrube esse conceito sombrio sobre o ser humano...
Que eu consiga, ainda que dominando com o máximo esforço, esse egoísmo monumental que nos acompanha e parece nos compor, não matar os anseios de quem estiver à volta e nem roubar a confiança que eles em mim, possam depositar e assim, me honrar com essa atitude...
Que eu tente, ao menos tente, não deitar pedra aonde o outro ainda terá que passar e não seja o obstáculo para que ele cumpra seus sagrados objetivos pessoais e profissionais...
Que eu não me satisfaça com as comparações e nem julgue ter alcançado um bom resultado sobre o fracasso do outro; não é o erro dele ou uma possível e humana incompetência que me fazem sobressair e sim, o meu próprio esforço e eficiência...
Por outro lado, que eu me desvie das competições, por mais que elas sejam exaltadas na Sociedade do Espetáculo e creia sim, na participação saudável e ampla de um olhar para a frente e não, sorrateiramente para os lados...
Que eu possa encontrar alegria, aquela alegria mais sincera que surge do fundo da alma e não faça parte do politicamente correto reinante hoje, ao ver alguém feliz, realizado, pleno, usufruindo de um merecido resultado...
Assim, eu viverei o bem estar que me rodeia, mesmo quando o fato positivo não está acontecendo comigo. Saber se envolver com bem estares à volta é quase uma benção...
Que eu capte, também, as benesses que tenho recebido do Grande Mistério e não me julgue apenas um merecedor, mas um agraciado e assim, me ilumine com o farol que brilha na minha direção...
Que eu aproveite tudo isso para me tornar um pouco mais generoso, desprendendo-me da mesquinhez e dos valores materiais para poder dividir, para ajudar a quem precisa, para encontrar satisfação em trabalhar para os menos aquinhoados, na crença férrea de que sou eu o ganhador...
E que, neste Natal e sempre, eu jamais me esqueça de agradecer ao Pai, aos Mestres Ascensos e à própria Vida em sua grandiosidade eterna, pelo tanto que tenho recebido, de uma pequena grande coisa à dádiva maior....
Agradecer é, talvez, a mais bela de todas as orações!