mai
16
Que não tenhamos mais uma ´letra morta´
Baixada Santista
Postado por:
Viviane Pereira - Editora de Baixada Santista
- 16/05/2012
A notícia foi bem recebida: uma lei de acesso total e - quase - irrestrito às informações públicas. Vem com gostinho de "não era sem tempo". Mas vem bem. "Antes tarde do que nunca", dizem os otimistas.
Muitos sentiram que finalmente terão respostas às dúvidas que surgem em nosso dia a dia - e algumas até guardadas há tempos, perguntas presas na garganta, que ficaram sem satisfação.
Chegou a vez do cidadão saber o que há por trás da papelada pública - é o que anuncia a nova lei.
Entretanto, a alegria deu lugar a um frio na espinha diante das dúvidas que surgem já no início. Há órgãos dizendo que não precisam mudar nada, pois eles já oferecem essas informações. Será? Tudinho que a lei exige está sendo contemplado? Transparência total, um lugar específico para atender as solicitações... ???
Especialistas avisam que possíveis brechas legais poderão ser preenchidas pelos estados e municípios. O frio volta a percorrer a espinha. E agora? Lei em cima de lei? E se começarem a surgir conflitos legais? E se for preciso a aprovação de um lado, concordância de outro, para que o cidadão tenha enfim seu direito atendido?
Nem bem começamos a ir ao balcão dos órgãos para buscar informações e já temos tantas dúvidas não resolvidas...
Enquanto esperamos para ver como a coisa se dará, só podemos torcer para que a Lei de Acesso não vire mais uma ´letra morta´, como tantas leis que ´não pegam´ no nosso País e ficam arquivadas em alguma gaveta de órgão público - praticamente inacessível.
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mai
15
Mudança radical no Valongo
Economia
Postado por:
Marcelo Santos - Repórter da Editoria de Economia
- 15/05/2012
Há alguns meses a Odebrecht tinha adiantado à nossa Editoria de Economia que lançaria um edifício comercial e hotel no Valongo, vizinho à futura sede da Petrobras. Ontem, de surpresa, a empresa apresentou o projeto na Prefeitura. O prefeito João Paulo Papa explicou que não é comum realizar uma cerimônia oficial para apresentar uma empreendimento imobiliário, porém, neste caso havia uma justificativa. Segundo ele, o projeto é um marco para a revitalização do Centro Histórico.
Pode parecer estranho que um volume gigantesco de concreto colabore salve um centro histórico. Depende da visão de quem avalia. Para os radicais, é totalmente incompatível com construções preservadas a duras penas, como o Santuário do Valongo e a estação.
Entretanto, já está mais do que claro que a preservação histórica depende do interesse econômico. A própria construção das torres em V da Odebrecht (em uma delas ficarão as salas comerciais e na outra o hotel Ibis) atrairão interesse de investidores para os prédios abandonados do Centro.
O Complexo Valongo, nome dado pela Odebrecht, dá nova alma ao bairro de cinco séculos. Além das torres em V, a Cyrela está construindo do outro lado da Rua Visconde de São Leopoldo o Wave Offices. Já na Marquês de Herval (rua que vai até a São Bento onde está o Santuário do Valongo) ficarão tanto o complexo como a sede da Petrobras. Na base do complexo serão instaladas sete lojas. Quem investir ali em um restaurante, por exemplo, terá clientela garantida.
Aos que odeiam torres, não dá para segurar o desenvolvimento. O porto está dobrando sua movimentação e o petróleo atrairá muitos investimentos a partir de meados da década. O que se vê hoje é mais reflexo de mudança do poder aquisitivo da população, um fenômeno nacional. Portanto, as oportunidades estão apenas despontando e devem crescer ainda mais. E Santos, que não tem mais grandes espaços, terá que crescer para cima. E se assim não for, o progresso irá para outras regiões. E sem o progresso não haverá como sustentar a tão falada qualidade de vida que o santista tanto preza.
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mai
11
Cadê o envolvimento?
Baixada Santista
Postado por:
Fabiana Honorato - Subeditora de Baixada Santista
- 11/05/2012
Temos de ser justos: a campanha Faixa Viva, da CET-Santos, tenta mudar um comportamento arriscado e perigoso no trânsito cada vez mais carregado na Cidade.
Em locais sem semáforos, mas com faixa de travessia, o pedestre pode e deve estender a mão sinalizando que quer atravessar.
Durante o primeiro ano da iniciativa, houve várias ações lideradas pela CET para divulgar uma nova atitude nesta dinâmica pedestre-trânsito.
E tudo foi amplamente divulgado pela imprensa local, disseminando a informação para contribuir com o desenvolvimento de uma relação mais amistosa entre as duas partes.
Mas, passado um ano, ainda é comum vermos tanto motoristas quanto pedestres ignorarem a mobilização e continuarem se arriscando, seja atravessando fora da faixa ou apenas não dando a preferência.
Não temos como esperar que o trânsito em Santos se transforme no modelo japonês da noite para o dia, com pessoas atravessando apenas na faixa de segurança e com o sinal vermelho para os automóveis.
Mas, para que qualquer mudança comece, é preciso o envolvimento de todos, dentro ou fora dos veículos.
É muito fácil reclamar e criticar o outro, mas, diante dos nmeros positivos, apontando redução de acidentes após a implantação da campanha Faixa Viva, a população precisa se apoderar desta ideia e colocá-la em prática.
Se todos arregaçarem as mangas e, neste caso, esticarem os braços, podemos começar a mudar, além das tristes estatísticas do trânsito, a forma como a sociedade se relaciona com os veículos.
E isso, sim, é um modelo a ser seguido.
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mai
10
Se ninguém der dinheiro, não tem pedinte nem vendedor
Baixada Santista
Postado por:
Viviane Pereira - Editora de Baixada Santista
- 10/05/2012
Pedinte e vendedor em ônibus? Não conheço quem goste. Há os que toleram, os que consideram um mal necessário, até os que ajudam. Mas quem gosta de ser incomodado enquanto vai e vem de algum compromisso? Nesse universo há até os que dizem a quem chega querendo dinheiro - de graça ou em troca de algum produto - que se tivessem sobrando, teriam um carro.
Independente de gostar ou não, se tem aviso proibindo, não há o que discutir. Não pode e acabou. Não há argumento contra isso, nem que seja com a melhor das boas intenções, para pedir ajuda à entidade que for. Não pode.
Não bastasse o desagradável de ficar exposto a alguém que fica te oferecendo coisas ou joga um papelzinho no seu colo explicando o motivo de sua necessidade, há os que não respeitam espaço individual. Esteja você ao telefone ou conversando com alguém, não importa. Eles interrompem como se tivessem todo o direito para isso.
Que essa atitude não está certa, está mais do que definido, por avisos e reclamações de passageiros. A questão, no caso, é: quem vai fiscalizar?
Aos motoristas é impossível delegar mais essa atribuição, que já não é pouco o que fazem: além de exercer a própria função de dirigir, cobram, ajudam cadeirantes, informam itinerário e avisam destino de outras linhas aos que aguardam no ponto sem saber que ônibus pegar.
Pedir aos passageiros para impedir a ação também é complicado. É como pedir ao cliente para fazer segurança da loja onde vai comprar. O passageiro ali é cliente, e fica em uma posição delicada para agir, não tem autoridade e pode inclusive ser alvo de violência.
Mas acredito que os passageiros têm uma função importante nesses casos. Afinal, se ninguém comprasse nem desse dinheiro dentro dos ônibus, com certeza não haveria vendedores nem pedintes. A velha história de que só há oferta porque existe demanda...
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mai
09
Lar, doce lar?
Baixada Santista
Postado por:
Paulo Alves - Editor Baixada Santista
- 09/05/2012
A retomada das obras nos conjuntos habitacionais Penedo e Primavera é aguardada não só pelas centenas de famílias do Sambaiatuba que serão beneficiadas, como por toda a comunidade. Afinal, nos esqueletos de concreto que atrofiam com o tempo, está dinheiro público.
Só que esse reinício dos trabalhos exige um esclarecimento. É preciso demonstrar tecnicamente que as edificações não oferecem riscos a seus futuros moradores.
Essas edificações foram interrompidas antes da fase de acabamento, ou seja, o concreto ficou exposto ao calor, ao frio, ao sol e à chuva durante sete anos e sem qualquer proteção e conservação.
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