fev
03
Cadê o incentivo para o transporte público?
Baixada Santista
Postado por:
Viviane Pereira - Editora de Baixada Santista
- 03/02/2012
De nada adianta reclamar que o trânsito está demais, que as pessoas precisam parar de usar carro, se não há o devido incentivo para a utilização do transporte coletivo. Não bastasse aumento de tarifas, ônibus lotados, irregularidades no tempo em que passam nos pontos, mais um entrave desestimula: a falta de informação.
Para quem não está acostumado a andar de ônibus, fica difícil tentar adivinhar qual linha passa em seu ponto e que serve ao seu destino. Aos que costumam usar transporte coletivo normalmente, também não é fácil escolher em que coletivo subir quando precisa ir para outro local que não o habitual.
Será que fica tão caro colocar uma simples placa informando itinerários em cada ponto? Se a Administração Municipal não pode arcar com o custo, por que não pensar em um projeto "Adote este ponto", similar ao que é feito com algumas praças? A empresa que adotar o ponto tem direito a colocar um logo no painel informativo e fica responsável pelo custo da manutenção.
Às vezes não é preciso buscar soluções mirabolantes para dar à população o que ela precisa. Mas é necessário oferecer alternativas eficazes. Se não, qual o sentido de escolher o transporte coletivo? Se fica mais barato, prático e rápido ir de carro, quem há de fazer outra opção?
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fev
02
Vamos segurar nossas marquises?
Baixada Santista
Postado por:
Viviane Pereira - Editora de Baixada Santista
- 02/02/2012
Há um ano dizíamos: "Poxa, precisou um homem morrer para tomarmos atitudes quanto as marquises que estão em estado lastimável pela Cidade?". Pouco mais de 365 dias depois, lamentamos perceber que nem uma vítima fatal foi suficiente para acabarmos com os desabamentos.
Vistorias foram efetuadas, proprietários de imóveis intimados. Algumas caíram à força, tombadas. Outras persistem, escoradas.
A dúvida que em nós persiste, também parcamente escorada em uma falsa sensação de segurança, é: O que falta para não termos mais que correr esse risco?
Precisamos esperar por mais mortes? Ou o desabamento da última segunda-feira é suficiente?
Não adianta esperar somente que as autoridades façam sua parte. Precisamos estar atentos, denunciar, cobrar os donos dos imóveis que mantêm essas verdadeiras armas prontas para cair sobre nossas cabeças.
De agora em diante, não basta andar olhando para as calçadas tentando desviar de buracos. Teremos que ficar de olho também em cima. Enquanto houver marquises em péssimo estado de conservação, há risco. Vamos alertar. E desviar. E rezar para que não despenquem sobre nós.
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jan
31
Aquecimento e aborrecimentos
Baixada Santista
Postado por:
Fabiana Honorato - Subeditora de Baixada Santista
- 31/01/2012
Não bastasse esperar além do prazo previsto para a entrega das chaves de um novo apartamento, encontrá-lo em condições muito aquém do que se esperava é igualmente frustrante.
Em época muito favorável ao mercado imobiliário, a compra da casa própria em Santos, para muitas pessoas, esbarra na aposta de um imóvel na planta, ou seja, naquele momento, fictício.
Como no tempo em que as transações eram seladas com o fio do bigode, comprar um empreendimento na planta, seja ele simples ou de alto padrão, é motivo de um constante frio na barriga, enquanto os tijolos e concreto não dão forma e acabamento ao investimento.
Porém, vencida essa etapa, e com o sonho já visível a todos, tem sido muito comum os compradores receberem as chaves mas não encontrarem no condomínio a mesma imagem retratada nos pafletos de publicidade do negócio.
Na matéria que ilustra a página do consumidor de hoje, os moradores se deparam com situações que, na opinião de uma leiga, extrapolam a falta do bom senso e a questão contratual, como a ausência de elevadores em funcionamento e de luzes de emergência nas escadas.
Se não é possível usar os elevadores e nem descer ou subir as escadas, ou impede-se a entrada dos moradores, até que a situação seja resolvida, ou assume-se o risco do que possa vir a acontecer.
Aliada ao fato de o porteiro sequer ter uma guarita para trabalhar, a impossibilidade de uso dos espaços de lazer deixam a situação ainda mais passiva de críticas, como fazem alguns dos moradores.
Além de não arcar com os custos de quem finaliza um contrato de aluguel, postergado por causa do atraso nas obras, a construtora parece não ter pressa para resolver os problemas.
Diante de tantos motivos para a insatisfação coletiva, a hora é propícia para que esses compradores engrossem as listas e estatísticas de consumidores que se queixam de imóveis comprados na planta.
A impressão que se tem é que apenas uma parte do empreendimento é pensada e planejada, a outra praticamente se faz sozinha, mediante a grita ou não de seus proprietários.
Mas é bom lembrar que a faca tem dois gumes. Se o cenário é bom para o mercado imobiliário, também é igualmente favorável para destacar e resolver os problemas decorrentes de seu aquecimento.
E eles prometem não parar por aí.
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jan
27
Polo Industrial
Baixada Santista
Postado por:
Hamilton Iozzi Correia - Editor do Caderno Indústria
- 27/01/2012
Nas últimas décadas, tanto o Porto de Santos como o Polo Industrial de Cubatão apresentaram crescimento significativo, que não foi acompanhado pelo sistema rodoviário da região. Em razão disso, alguns gargalos surgiram e se tornaram mais problemáticos com o passar dos anos, a ponto de causar sérios prejuízos tanto às indústrias como às empresas que dependem do Porto. Nos últimos 10 anos, pelo menos, foram inúmeras as reivindicações da regional de Cubatão do Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Ciesp) e da Prefeitura do Município ao Governo do Estado para que providências fossem tomadas. Em resposta, promessas e mais promessas que, até agora, não foram cumpridas.
Por isso, representantes do Ciesp e a prefeita cubatense, Marcia Rosa, resolveram apelar ao Governo Federal. Ontem, quinta-feira, encontraram-se em São Paulo com a ministra-chefe da Secretaria de Relações Institucionais, Ideli Salvatti, e a ela apresentaram estudos que comprovam a gravidade do problema. Dela ouviram a promessa de que fará articulações para a liberação de recursos, da ordem de cerca de R$ 250 milhões, do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). Pela importância óbvia tanto do Porto de Santos como do Polo Industrial de Cubatão, espera-se que desta vez o que foi prometido não se transforme em palavras ao vento, conversa jogada fora, infelizmente algo tão comum em nosso País.
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jan
26
Emílio Ribas volta a adiar seu atendimento
Baixada Santista
Postado por:
Paulo Alves - Editor Baixada
- 26/01/2012
E o Emílio Ribas voltou a adiar seu atendimento a pacientes em Guarujá. Não que isso seja uma surpresa. Afinal, não é a primeira vez que acontece. Mas demora tanto para abrir suas portas que a população tem saudades até do Ana Parteira, uma maternidade que funcionou durante bem pouco tempo. Mas funcionou, coisa que o futuro hospital de infectologia ainda não pode dizer.
Aí vem o Estado com uma série de justificativas. Explica, explica, mas atender doente que é bom, nada.
Mas verdade seja dita, aqui por essas beiradas de São Paulo, o Emílio Ribas não fica sozinho. Perdi as contas de quantas vezes o Governo do PSDB anunciou VLT. Discutiu traçado, investimentos, comparou projetos, agora vai, agora foi, e até agora o que os tucanos deram foi um belo pedal nos caiçaras.
Certamente em fevereiro, a próxima data para abrir o Emílio Ribas, o Estado vai descobrir que tem o Carnaval, que a folia atrapalhou. Com certeza um novo prazo vai vir. E com um pouco de sorte (na visão do político), bem pertinho da eleição municipal.
Mas a gente não pode ser supersticioso e achar que esse seguido adiamento é coisa de ano bissexto. Não, esse canto tucano tem sido bem comum por aqui. Tem anos...
Afinal, como esquecer a ligação seca entre Santos e Guarujá?
Ponte. Túnel. Ponte. Maquete de ponte.
É, o PSDB inaugurou maquete de ponte, e até agora isso não saiu desse estágio. Um procedimento que faz lembrar que no dia 23 de dezembro do ano passado, pertinho do Natal, inaugurou um hospital que não abriu as portas até hoje. A explicação só pode ser que Papai Noel não existe.
Faz tanto tempo que os tucanos voam por essa paisagem de São Paulo, que talvez já tenham cruzado com algum peixe dessas bandas. Sei lá, talvez desse cruzamento deva ter nascido algum peixe colorido. Espera, como é mesmo o nome daquele peixe colorido bonitinho que tem no aquário. É peixe-palhaço?
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